Boletim de Economia – 18 de setembro de 2017


Boletim Focus


O Boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira trouxe como destaque nova previsão de queda para a inflação.

O mercado agora espera IPCA de 3,08% em 2017 e de 4,12% em 2018, ambas expectativas em queda. Para os próximos 12 meses os analistas esperam 4,07%, também em queda.

Para o PIB, o mercado espera alta de 0,60% em 2017, previsão estável em relação à semana passada. Para 2018 a expectativa subiu para 2,20%.

A taxa de câmbio para o Dólar permaneceu em R$ 3,20 para o fim deste ano, mas caiu para R$ 3,30 para o fim de 2018. Para a média, também houve queda das expectativas: R$ 3,17 para 2017 e R$ 3,28 para 2018.

A Selic teve a previsão para o fim do ano de 2017 mantida em 7,00% a.a., e a expectativa para o fim de 2018 apresentou recuo para 7,00%, na mediana.

As previsões para a Balança Comercial em 2017 caíram para US$ 61,43 bilhões. Para 2018, a mediana das expectativas foi a US$ 49,7 bilhões, em alta novamente.

O Investimento Estrangeiro Direto segue com expectativa em US$ 75 bilhões tanto para 2017 com para 2018.


Destaques da Semana


Nesta semana que passou, o volume de vendas do varejo para o mês de julho, segundo divulgação da Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE, ficou estável na passagem mensal. Frente a julho de 2016, houve crescimento de 3,1%, sendo o acumulado em 2017 já apresenta alta, ainda que modesta, de 0,3%.

Em 12 meses, o resultado ainda é de queda, de 2,3%. Mesmo assim, o cenário de recuperação segue como possível, já que a estabilidade de julho veio após 3 altas, as quais acumularam 2,2% no período.

Outro ponto importante a se notar é o fato que houve crescimento em 3 importantes grupos: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, tecidos, vestuário e calçados e equipamentos e material para escritório, o que aponta para a possível volta do ânimo aos consumidores, que podem estar passando a temer menos o cenário de emprego, com a ajuda da menor inflação recentemente registrada.

Já no Varejo Ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e as de material de construção subiu 0,2% na passagem mensal, com ajuste sazonal. Destaca-se ainda que em relação a julho de 2016, o varejo ampliado apresenta alta de 5,7%, e no ano há alta de 1,1% e em 12 meses há queda de 2,8%.

Vale destacar que há dois grupos com resultado próximo a estabilidade no acumulado em 12 meses: eletrodomésticos e material de construção, sendo este mais um ponto para deixar o mercado atento à volta do ânimo dos investidores locais.

Mas, ainda atrapalhando um pouco a previsibilidade da economia brasileira, na semana que passou o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, apresentou nova denúncia contra o Presidente Michel Temer. A nova peça da PGR acusa o Presidente de obstrução de Justiça e de líder de organização criminosa.

No mercado financeiro, a curva de juros segue precificando novas quedas de juros no curto prazo. Entretanto para o longo prazo prevalece a incerteza, com as taxas recuperando terreno em relação a semana passada.

Na semana passada, os vértices mais longos voltaram a subir e apontar para de 9,5% ao ano.

Para prazos ainda mais longos, Jan/26 voltou a ficar acima dos 10% ao ano.


Indicadores


Ibovespa

O Ibovespa fechou a semana em alta novamente, desta vez de batendo o recorde histórico para fechamento semanal: 75 mil pontos.

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo segue em alta nos últimos 3 meses, acumulando alta de mais de mais de 22% neste período. Na última semana, alta de 3,66%.

O mercado já cogita o momento em que o Ibovespa iniciará o processo de realização. Atenção ao bear trap.

 

 

Câmbio

A moeda americana operou em alta na semana, fechando acima do patamar dos R$ 3,10. Mesmo assim, a cotação de R$ 3,115 na sexta-feira é a terceira menor taxa de fechamento semanal do ano.

O Euro fechou a sexta-feira em R$ 3,712, praticamente estável em relação ao encerramento da semana anterior.

No mercado internacional, o Euro fechou a US$ 1,193 (-0,84%).

 

 

DI Pré

Na semana passada o mercado voltou a prever menores juros para os próximos 2 anos.

A 360 segue abaixo do patamar de 7,5% a.a., fechando a sexta-feira em 7,36% a.a.. A 540 fechou a semana em 7,64% a.a., confirmando o cenário de estabilidade dos juros em 2018 e já flertando com queda.

A 720 encerrou a sexta-feira em 8,08% a.a., estável em relação a semana passada.

 

 

Curva DI Pré

A curva da DI x Pré fechou a semana com o vértice mais curto, Jan/18, em 7,54% a.a., e com a Jan/19 em 7,53% a.a., confirmando a previsão de juros estáveis em 2018.

Jan/20 fechou a sexta-feira em 8,32% a.a., também se valorizando, porém apenas levemente (2 bps).

A Jan/21 fechou a semana abaixo de 9,0% a.a., porém perdendo valor. Jan/22 e Jan/23 seguem abaixo de 10,0% a.a., mas subiram para 9,39% a.a. e 9,62% a.a., respectivamente.

 

 

DI IPCA

A DI x IPCA fechou a semana com a previsão de juros de curto prazo ao redor dos 3,5% ao ano.

O prêmio acima da inflação para 360 dias ficou em 3,37% ao ano, ganhando mais de 30 bps na semana.

Para 540 e 720 dias, a variação foi menos intensa, para 3,38% a.a. e 3,61% a.a., respectivamente.

O cenário segue relativamente estável nas últimas semanas, com o mercado confiante tanto nos juros como na inflação.

 

 

Tesouro IPCA (antigas NTN-b)

A curva de juros de longo prazo fechou a se deslocando para cima.
A Tesouro IPCA 2019 ficou em IPCA + 3,33% a.a.. Já o prêmio sobre a inflação da IPCA 2024 voltou ao patamar da semana imediatamente anterior: IPCA + 4,74% a.a.

A Tesouro IPCA 2035 fechou a semana em IPCA + 5,05% ao ano, praticamente estável em relação à sexta-feira anterior, e ainda acima de 5,0% ao ano de juro real.

 

 

Fonte: BMF&Bovespa, Reuters, Banco Central do Brasil e Tesouro Nacional. Os gráficos têm bases semanais, com o fechando do último dia útil de cada semana.

Agenda


Nesta semana atenção para o IPCA-15 e para a Confiança do Consumidor, pelo IBRE/FGV.

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