Boletim de Economia – 16 de outubro de 2017


Boletim Focus


O Boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira trouxe como destaque mais altas na previsão de PIB para 2017 e para 2018. Agora o mercado projeta +0,72% para este ano e +2,5% para o ano que vem.

Já para o IPCA, a mediana dos analistas consultados pelo BC espera 3,0% para este ano, em alta em relação à semana anterior. Este o Piso da Meta de Inflação. Para 2018, a previsão segue em 4,02%.

A taxa de câmbio para o Dólar ao fim de 2017 recuou em relação a semana passada: R$ 3,15. Para 2018, manutenção em R$ 3,30. Para a média de 2017: R$ 3,17, estável, e para 2018: R$ 3,24, também igual a semana anterior.

A Selic teve as previsões para o fim de 2017 e de 2018 mantidas em 7,00% a.a.

Para a Balança Comercial, o mercado variou levemente a expectativa: 2017 com alta para US$ 63,7 bilhões e queda em 2018 para US$ 50,5 bilhões.

Já para os investimentos estrangeiros diretos no Brasil, para 2017 houve nova manutenção, a 16ª consecutiva (US$ 75 bilhões). Para 2018, a estimativa dos analistas subiu de US$ 75 bilhões para US$ 78,5 bilhões.


Destaques da Semana


A semana teve o IBGE apresentando alta nas vendas do varejo de agosto de 2017 contra agosto de 2016. O crescimento foi de 3,6%, o maior para a variação agosto contra agosto desde 2013. Entretanto, na passagem de julho para agosto, na série dessazonalizada houve queda de 0,5%, interrompendo uma sequência de 4 altas consecutivas.
Ainda assim, o ano segue apresentando alta no varejo, de 0,7%. Em 12 meses, o cenário ainda é de queda, com mesma em 1,6%.

Em agosto, outro ponto a se destacar, é o fato de 7 das 8 atividades pesquisadas apresentaram queda. Estas oscilações são típicas de cenários de recuperação econômica, e apontam para a fragilidade da economia no atual estágio.

Vale lembrar que o varejo ampliado, que inclui as atividades de venda de automóveis, peças e ainda de material de construção, apresentou alta na passagem mensal de 0,1%, sendo que na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta foi ainda mais expressiva, de 7,6%.

O que se pode notar é que o consumo ainda oscila bastante, mas com uma melhor expectativa de manutenção das atuais condições de emprego e renda, o consumidor pode voltar às compras de bens duráveis e semiduráveis, os quais são mais passíveis de financiamento. E este comportamento está ficando claro pela pesquisa do IBGE.

Outro destaque da semana veio da Petrobras, apresentando nova alta no preço dos combustíveis. Agora gasolina e diesel devem subir 1,2% nas refinarias, com potencial para novamente influenciar a inflação futura do Brasil.

No mercado financeiro, a curva de juros segue precificando novas quedas de juros no curto prazo. Entretanto para o longo prazo agora houve alta generalizada. Na semana passada, os vértices mais longos voltaram a subir, encostando nos preços de 5 semanas atrás.


Indicadores


Ibovespa

O Ibovespa fechou a sexta-feira em alta semanal histórica novamente. Vale destacar que durante a semana o principal índice de bolsa de São Paulo oscilou em diversos movimentos de ajuste, mas teve força para subir e buscar os 77 mil pontos.

O mercado segue atento ao noticiário político-criminal brasileiro, mas o cenário segue traduzindo expectativa de recuperação empresarial no Brasil.
Vale manter atenção ao bear trap.

 

 

Câmbio

A moeda americana operou em queda na semana, fechando a sexta-feira em R$ 3,159.

O Dólar Turismo voltou a ficar acima dos R$ 3,30, mas segue relativamente estável há 3 meses.

Já o Euro fechou a semana em leva alta, a R$ 3,72, acompanhando a sua valorização global nesta jornada. No mercado internacional, a moeda europeia avançou levemente sobre o Dólar, ficando em US$ 1,182.

 

 

DI Pré

Na semana que passou, o mercado seguiu mostrando que o cenário de queda de juros pode estar chegando ao fim.

A 360 perdeu 4 bps, para 7,17 a.a., com a 540 devolvendo mais 3, para 7,48% a.a.

A 720 encerrou a sexta-feira em 8,01% a.a., com leve ganho de 2 bps, confirmando o cenário de relativa estabilidade das últimas semanas para os prazos mais curtos.

 

 

Curva DI Pré

A curva da DI x Pré fechou a semana com o vértice mais curto, Jan/18, em 7,34% a.a., em ligeira valorização. Já a Jan/19 em perdeu mais 10 bps para 7,28% a.a. E é só.

Jan/20 valorizou-se levemente, para 8,23% a.a., enquanto os vértices mais longos voltaram a perder valor.

Jan/21 e Jan/22 fecharam a sexta-feira em 8,93% a.a. e 9,40% a.a., respectivamente, confirmando que a curva de juros pode estar em seu piso definitivamente.

 

 

DI IPCA

A DI x IPCA segue precificando juros reais menores em 2017 como em 2018.

Ainda que a 360 tenha precificado juros acima da inflação pelo IPCA de 3,11%, com perda de 14 bps na semana, este piso de cupom promete voltar a estimular consumo, caso o emprego confirme recuperação nos próximos meses.

De fato, a 540 com juros reais de 2,78% a.a. pode apontar para bom cenário de crédito em 2018.

 

 

Tesouro IPCA (antigas NTN-b)

A curva de longo prazo voltou a mostrar que os juros podem estar em queda para além de 2020.

A IPCA 2024 agora se aproxima de cupom de 4,5% a.a., o que ajudará os investidores institucionais a voltar ao mercado em breve.

Vale notar que a 2035 e a 2045 seguem pagando cupons idênticos, de 5,09% a.a. sobre o IPCA, os quais ainda estão acima da maioria das metas atuariais dos fundos de pensão.

 

 

Fonte: BMF&Bovespa, Reuters, Banco Central do Brasil e Tesouro Nacional. Os gráficos têm bases semanais, com o fechando do último dia útil de cada semana.

Agenda


Para essa semana atenção ao IBC-br, do Banco Central, com expectativa de trazer nova alta do antecedente do PIB. Já na sexta-feira, o IPCA-15 traz novas luzes sobre a inflação, ainda que controlada. Atenção também ao índice de evolução de emprego do CAGED.

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